quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cimarrones, cabildos, candombes

A terra se molda em carne
e escapa pelos dedos quando teimam em grilar.

Ovula filhos do vento.

Por todos os cantos
novos bantos há.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Negras Diásporas

De azul e branco enterrado
murcha o pano, a pele.
Onde vive hoje a vida leve,
sem tristeza que a altere
é seu canto que um dia
embalou o sonho que floresce,
com brisas soltas de um passado.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Los huesos de la mariposa

Pequenices.

A lua de bons ares numa noite de milongas
E mesmo as murgas se despedaçando como vidros em pobres cabeças

Tudo desengonçadamente delicado.

Como crianças brincando na colônia de um antigo sacramento.

Tudo deliciosamente saboreado.

OGÃ

Matuta o velho:

- Minhas mãos são feitas de um couro que teima em bater pras ondas do vento.
São de sangrar em pele.
Teu corpo é desta crença, teu espírito trovoada no gongá maior de vida .
Entende preta que é de força que se trata nossa luta.
Assim quer Zambi.
E isso é bom!!
Pois é de luta a criação e toda essa vontade de viver.
Entende que disso não se pode fugir
e que minhas mãos são palmas pra te ver dançar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ser Poeta / 2

Ausente da grande presença
em busca ainda do que não há de vir.

Verso refúgio,
filho de todas as angústias e prazeres
nasce da morte
por um não sei quê
num corpo de não sei como.

Conforta e irrita.

É um viver portanto
na mais pura essência.

Ser poeta

Mais um instante e um novo passado se impõe.
Velho repente do tempo.

A gente em silêncio ri
sonha só.

Vê a gira girar
cantando só.

EPARREI OYÁ!!

...quando pela manhã sorri pro Sol que entra
é por humildade...

Carrega no olhar que ri
a claridade dos tempos
que ilumina a vida mais que qualquer outra luz.