...ou poesia para afastar intelectuais.
Dedos fora de foco percorrem a angustia.
Síndromes dispersas em palavras que se confundem,
negros cantos, livres de totalitária vanguarda.
Vanguarda de seios cultos e gemidos frios.
Sexo algum há de lhe render tremidas de perna,
como uma masturbação que não goza.
Teoria sem prática.
Dialética de lenha verde,
fagulhas explosivas que não acendem fogueira alguma.
Federaliza tua filosofia!!
Não havemos de desejá-la.
Não pertence às nossas angustias,
nossas síndromes dispersas em nosso gozo.
Dedos fora de foco percorrem palavras que se confundem.
Nosso sexo nada culto treme um gemido gutural,
negros cantos, livre de sua miserável vanguarda.
domingo, 31 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Vestes apodrecem ao sol
...ou poesia para odiar modistas.
Repetem ruídos e teimam em refletir uma ignorância cristã.
Ao meio do dia, envoltos pelo suor dos que lutam, suas vestes apodrecem ao sol.
Seguem frouxos.
Relincham e cospem o lixo de suas bocas regurgitado pelo desprezo às classes.
Cátedras cercadas por vaidade, moral sem nenhuma genealogia.
Sustentam o comum.
Ao preço que satisfaça, a razão põe-se à venda.
Gira num swing que caiba nesta estética.
Salpicadas pelo suor dos que lutam...
...vestes apodrecem ao sol.
Repetem ruídos e teimam em refletir uma ignorância cristã.
Ao meio do dia, envoltos pelo suor dos que lutam, suas vestes apodrecem ao sol.
Seguem frouxos.
Relincham e cospem o lixo de suas bocas regurgitado pelo desprezo às classes.
Cátedras cercadas por vaidade, moral sem nenhuma genealogia.
Sustentam o comum.
Ao preço que satisfaça, a razão põe-se à venda.
Gira num swing que caiba nesta estética.
Salpicadas pelo suor dos que lutam...
...vestes apodrecem ao sol.
sábado, 23 de maio de 2009
Entre frondosas copas de consciência
Há um vale.
Frio e insensato por entre frondosas copas de consciência .
Não se alcança com sobriedade.
Esconde-se em meio a histeria de jovens cores,
pálido apesar de úmido.
Busca coisa alguma o andarilho que cruza suas beiras.
Aventura-se.
Goza que há um vale.
Sombrio e negro por entre frondosas copas de consciência.
Frio e insensato por entre frondosas copas de consciência .
Não se alcança com sobriedade.
Esconde-se em meio a histeria de jovens cores,
pálido apesar de úmido.
Busca coisa alguma o andarilho que cruza suas beiras.
Aventura-se.
Goza que há um vale.
Sombrio e negro por entre frondosas copas de consciência.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ruas de Tutameia e sua serrapilheira
Enquanto afasta os restos secos e procura profundidade
Educa-se para entender que a superfície não umedece.
Educa-se para entender que a superfície não umedece.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Além das palmas a voz do bardo ecoa.
Palmas e cantos rodeiam a fogueira.
O olho do bardo reflete vermelho alaranjado
Quatro movimentos de mão, duas estacas, quatro direções.
Alegria, lágrimas, palmas e cantos.
O bardo reflete.
Flerta sua filosofia certa de amanhecer quieta.
Há um orador.
Senhor de seu rebanho, legislador do momento em que a lenha é colhida.
Dita cânticos,palmas e fogo enquanto cantam, aplaudem e incendeiam.
Nobre Senhor.
Come sem semear.
Cobra a importância de seu bel prazer.
Legiões.
Dia após dia sangram mãos, esvaziam cofres, riem, choram e enriquecem.
Empobrecem enriquecendo santificadas blasfêmias.
Sementes ao solo para alimentar o famigerado legislador,
pois a lei foi criada e isso dá fome!!
O bardo e sua carne, um vermelho alaranjado queima o pecador.
E muito além das palmas, onde árvores resistem em pé,
a voz do bardo ecoa sem tremular louvor a nenhum nobre senhor, legislador de estúpidas ovelhas.
O olho do bardo reflete vermelho alaranjado
Quatro movimentos de mão, duas estacas, quatro direções.
Alegria, lágrimas, palmas e cantos.
O bardo reflete.
Flerta sua filosofia certa de amanhecer quieta.
Há um orador.
Senhor de seu rebanho, legislador do momento em que a lenha é colhida.
Dita cânticos,palmas e fogo enquanto cantam, aplaudem e incendeiam.
Nobre Senhor.
Come sem semear.
Cobra a importância de seu bel prazer.
Legiões.
Dia após dia sangram mãos, esvaziam cofres, riem, choram e enriquecem.
Empobrecem enriquecendo santificadas blasfêmias.
Sementes ao solo para alimentar o famigerado legislador,
pois a lei foi criada e isso dá fome!!
O bardo e sua carne, um vermelho alaranjado queima o pecador.
E muito além das palmas, onde árvores resistem em pé,
a voz do bardo ecoa sem tremular louvor a nenhum nobre senhor, legislador de estúpidas ovelhas.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Aos que lutam!!
Pois são como pássaros que repousam no arame farpado.
Liberdade sobre pés cautelosos,
cercas e asas.
Não se pisa em qualquer lugar nesta floresta pois algumas sementes germinam sob sombras.
Velhos corpos que escondem o sol, iluminando o que há por vir
Passado e presente, numa eterna sucessão.
Não se encerra, não se interrompe, pois quando morrem
são como folhas secas ao solo.
Morte e vida sem linhas definidas.
Umidade e pó.
Liberdade sobre pés cautelosos,
cercas e asas.
Não se pisa em qualquer lugar nesta floresta pois algumas sementes germinam sob sombras.
Velhos corpos que escondem o sol, iluminando o que há por vir
Passado e presente, numa eterna sucessão.
Não se encerra, não se interrompe, pois quando morrem
são como folhas secas ao solo.
Morte e vida sem linhas definidas.
Umidade e pó.
sexta-feira, 20 de março de 2009
O estrangeiro
O corpo imóvel.
Inflexível diante das leis,
torna-se não mais visível.
Excluído de forma bruta, margeia qualquer mente corroída.
Sofre
mas aprende a fazer uso.
Cresce e muda tudo
Invisível e imóvel para toda mente corroída,
rói e desconstrói.
Grita tanto...
geme tanto...
aponta o dedo tão na cara...
Amedronta.
Nunca manteve-se quieto,
mas recebe agora olhares destas mentes focadas na dor.
O que antes invisível era diante das leis, torna-se crível.
Amedronta.
Abala que fere tanto...
A bala que fere tanto...
Deixa seu corpo imóvel.
Inflexível diante das leis,
torna-se não mais visível.
Excluído de forma bruta, margeia qualquer mente corroída.
Sofre
mas aprende a fazer uso.
Cresce e muda tudo
Invisível e imóvel para toda mente corroída,
rói e desconstrói.
Grita tanto...
geme tanto...
aponta o dedo tão na cara...
Amedronta.
Nunca manteve-se quieto,
mas recebe agora olhares destas mentes focadas na dor.
O que antes invisível era diante das leis, torna-se crível.
Amedronta.
Abala que fere tanto...
A bala que fere tanto...
Deixa seu corpo imóvel.
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